
SABOR: De curry.
CUSTO: 9 pilas.
DAONDE VEIO: Hum... Pode ser da Índia, ou dos USA, whatever...
UTILIDADE: Entreter levemente.
Uma área remota da Índia, famosa pelo chá e pelos mil templos. 3 irmãos pernósticos numa jornada à procura da paz espiritual – paz sócio-espiritual, à princípio, pois não se trata de uma busca hermética, egoística – depois que a morte do pai e o sumiço da mãe os separaram por 1 ano.
Inicialmente, parece mais um filmeco Hollywoodano [?], pipoca e com um final feliz. Mas devo dizer que o diretor desta preciosidade é Wes Anderson [The Royal Tenembaums e The Life Aquatic of Steve Zizou] e nada é o que realmente parece. Personagens sem desenvolvimento psicológico linear, cenas antológicas, humor esquizofrênico e uma mensagem sutil sobre o que devemos esperar de nós mesmos enquanto peças de uma sociedade maior e com quês invasivos são objetos recorrentes do diretor e não foi diferente neste filme. Eu diria uma obra-prima Bollywoodiana, sem pipoca, com algum toque Europeu e com um final igualmente gratificante – ou seja, em aberto, para que pensemos o que quisermos.
Andei lendo algumas críticas sobre Darjeeling Limited e a maior parte de não-fãs de Wes, como de praxe, desentenderam o filme. Digo desta forma pois há um desejo minimalista de criticar o diretor na medida que se necessita assistir filmes contados, narrados, explicadinhos para não fazer a massa encefálica trabalhar um pouco. De longe, este não é um filme cabeça, mas de certa forma exercita emocionalmente, visualmente e racionalmente, quando o ser humano põe-se a refletir sobre o que vê, sobre os diálogos, sobre o cenário, sem maiores comoções ou filosofias. Pura e simplesmente uma análise cerebral do produto. O resultado é uma delicada narrativa, um roteiro desconstruído e, mesmo assim, muito coeso, com um panorama sutil e leve, sem debates moralistas, da Índia e da confidência de cada um de nós.
É realmente um mar de informações ficcionais e reais em 110 minutos. Recomendo.
[Darjeeling Limited no IMDB]
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